Se dobram os custos adicionais associados aos empréstimos pessoais

De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, os gastos adicionais associados à contratação de empréstimos pessoais são quase o dobro do que no mesmo período há um ano. De acordo com o seu relatório, em março deste ano, a TAEG média dos créditos ao consumo situou-se em 9,02 % e o TEDR (a TAE, sem os custos de comissões e seguros) em 7,85 %, o que significa um 1,17 % de despesas suplementares. Enquanto em março de 2016 a TAEG média foi de 8,51 % e o TEDR do 7,89 %, uma diferença de 0,62 %, percentualmente quase a metade do custo que este ano.
O que significa que os créditos ao consumo tenham mais custos relacionados?
O TEDR é a TAE sem contar o custo de comissões e outros custos adicionais que quanto mais diferença há entre esses dois percentuais, significa que não há mais custos adicionais em empréstimos pessoais. Esses custos tendem a ser as comissões de estudo e de abertura e produtos associados, como os seguros, os quais se devem pagar no começo da vida do crédito, fazendo com que a primeira mensalidade suponha um grande esforço econômico para poder fazer frente a todas as despesas. De todas maneiras, estes dados do Banco de Portugal são meios e ainda é possível encontrar empréstimos pessoais com custos abaixo da média e que, além disso, não incluem comissões de formalização, nem a contratação de vinculações:
Credor Quantidade max Custo Características Me interessa

Empréstimo pessoal Cetelem 50.000 € a Partir de 5,95 % TIN (6,12 % TAE)

Sem produtos relacionados
Não tem comissões de formalização
Sem necessidade de mudar de banco
Dinheiro em 48 horas em conta

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Empréstimo pessoal Evo Finance 30.000 € a Partir de 7,00 % TIN (7,23 % TAE)

Não tem vinculações
Sem taxas de formalização
Sem mudar de banco

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Crédito Projeto Cofidis 15.000 € a Partir de 4,95 % TIN (5,06 % TAE)

Sem vinculações
Sem comissão de estudo ou de abertura
Não é necessário mudar de banco
Dinheiro em 24 horas uma vez aprovado

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Como podemos ver, esses créditos têm uma TAE mais baixa do que a média atual, para poder financiar qualquer projeto que desejamos ao melhor preço.
Como são pagas as comissões de empréstimos pessoais?
No caso de que o crédito que queremos contratar tenha comissões de formalização (de estudo e de abertura) estas são pagos juntamente com a primeira parcela de reembolso. Desta forma, a primeira mensalidade será sempre mais alta. Diante dessa particularidade, e conscientes do esforço que seus clientes devem fazer, as instituições oferecem a possibilidade de financiar o custo das comissões dentro dos créditos ao consumo. Isso é pagá-las nos prazos junto com as mensalidades. Não obstante, esta opção, embora nos permite fazer face ao reembolso, tem a desvantagem de que fará também se gerem interesses sobre o custo de tais comissões.
Para vê-lo de forma mais clara, podemos ver no seguinte exemplo como varia o custo de um empréstimo de 15.000 € a 8%, com uma taxa de abertura de 2 % e outra de estudo de 1% de acordo com a decisão de financiar ou não das comissões.
Opção Quantidade Comissões Prazo Cota Total

Sem financiar comissões 15.000 €

Comissão de abertura: 2 %
Comissão de estudo: 1 %

48 meses

Primeira parcela: 816 €
Demais parcelas: 366 €

18.027 €

Financiando comissões 15.000 €

Comissão de abertura: 2 %
Comissão de estudo: 1 %

48 meses

Todas as cotas: 377 €

18.104 €
Como vemos, embora a primeira opção nos permite economizar nos juros, fará com que a primeira parcela seja muito alta. Para escolher se quer financiar ou não das comissões devemos avaliar qual será a opção que melhor se adapta a nossa situação financeira e analisar se nos compensa ou não pagar um pouco mais em interesses em troca de poder lidar com a primeira parcela, sem muito esforço econômico.

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