Sabem os futebolistas como gerir as suas finanças?

Uma das frases mais comuns no mundo atual é aquela de que “paga menos é sempre o que mais tem”. E não é porque seja mais pronto ou estiver mais preparado, mas o fato de que tem dinheiro suficiente para contratar o melhor conselheiro
que lhe permita “meter o seu dinheiro” em determinados produtos, que fazem com que o percentual de impostos a pagar em relação ao que ganha seja menor do que o de qualquer um de nós.
E sempre que falamos dos que mais ganham lembramo-nos dos grandes empresários e desportistas de elite, particularmente os futebolistas.
O certo é que, neste último caso, generalizamos e pensamos que todos os jogadores de futebol são “também super astros” e que possuem salários exorbitantes como Messi ou Cristiano Ronaldo e não é sempre assim. E é exatamente isso o que vamos ver no artigo de hoje.
Como gerem o dinheiro dos futebolistas
A chegada de David Beckham para a Espanha, implicou a alteração da lei em matéria de pagamento de impostos de não residentes, com o Decreto Real que se deu por chamar a ‘Lei Beckham’, tudo para conseguir que tributase em Portugal em vez de na Inglaterra, pagando uma taxa fixa de 24% face à taxa de 43%, que era o que deveria de pagar um jogador de futebol com os seus rendimentos.
E é que, além de parecer que as leis são feitas para os ricos, vemos que, além disso, se modificam em seu favor, o que sempre posto no olho do furacão o que ganham os jogadores de futebol. Mas ultimamente, após o “naipe” recente que deram ao Messi pela gestão de suas finanças, parece que se quer colocar ordem nas coisas.
E eu me pergunto, eu imagino que, como vós, que necessidade tem um jogador como Messi, com o “pacote” que ganha o meter a fugir de impostos? você não tem dinheiro suficiente para contratar um bom assessor que lhe poupe impostos, sem estar à margem da Lei?
Mas claro, estamos falando dos jogadores que mais ganham dinheiro no mundo com o qual se agora sai a pagar, mesmo nos alegramos. O certo é que nem todos os jogadores de futebol ganham esse dinheiro o ano com o que não é bom que generalicemos.
Pensando friamente, qual é a duração da vida profissional de um jogador de futebol da média? O 10 , 12 anos? Portanto, o lógico seria pensar que durante esses anos gostaria de ganhar o suficiente e gerir adequadamente as suas finanças para não ter que voltar a trabalhar para o resto de sua vida, isso não nos cabe dúvida para nenhum de nós, porque nós faríamos o mesmo. Por isso não duvido que um jogador de futebol, com uma já curiosa receita por ano, tem um bom conselheiro, ou, pelo menos tenta ter, pode não ser o melhor, mas se um.
E, nesse sentido, as finanças de um jogador de futebol investem em produtos comuns que podem inverter as de qualquer outro “rico”.Produtos que muitos dos mortais da rua como nós nem imaginamos que existem e nem temos a remota ideia de como funcionam.
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Onde investem os futebolistas
Muitos jogadores se lhes conhecem os negócios que possuem fora do futebol e que muito dependerá da moda, do momento e de modo que a economia marque como “negócio”.
Raúl, ex-jogador do Real Madrid é conhecido por investir no sector imobiliário, o que tendo em conta que a sua vida ativo no Real Madrid, o que coincidiu com o boom imobiliário em Portugal, dá-me a sensação de que lhe permitiu ganhar mais dinheiro com esses investimentos que jogando ao futebol propriamente dito, que, depois de ter caído o setor em picado.
Se tinha um bom assessor, a certeza de que apesar de ter perdido dinheiro com o crack imobiliário, que nos desse a qualquer um de nós que tem.
O tijolo era muito guloso e os jogadores de futebol, como qualquer um de nós, também são amigos do dinheiro rápido. Ninguém dúvida de que muito do dinheiro que ganharam, mais antes do que agora, seria dirigido a investir no tijolo.
Mas olho, do que, nem todos iam nessa direção. O próprio Ronaldo e outros jogadores como Guti, Carles Puyol ou Santiago Solari, fiaron dos “grandes bancos” e seus “mega produtos de design” para grandes fortunas e a esses também lhes pegou o touro. E é que para muitos o nome Lehman Brothers lhes dá dores de cabeça. “De a pé”, não tanto, mas muitos futebolistas e os outros ricos cidadãos brasileiros certeza que sim.
Não duvidamos de que, quando investidos em produtos de esta entidade estavam tranquilos e bem assessorados (ou, pelo menos, aconselhados por que, em teoria, bons assessores), mas, é claro, a crise chega a todas as casas e os ricos também choram. Os bons consultores também cometem erros, mas isso afetará apenas um determinado grupo de clientes, muitos futebolistas que procuram triplicar ou mais de suas receitas para poder viver como reis”, quando se lhes esgote a vida profissional ativa de jogadores de futebol.
Não há que esquecer que também os clientes, sem grandes fortunas foram afetados pela falência do Lehman Brothers, mas o normal é que afetasse mais para clientes de alta renda baixa.
O que não pode nos surpreender, pelo menos a minha não me estranha é que os jogadores estejam bem assessorados, passando de um determinado volume de receita por ano, já que sem problemas podem pagar pelo melhor consultor para que lhes traga suas finanças pessoais e assim investir de forma adequada. “Zapatero seus sapatos”, eles colar chutes na bola, que lhes sai muito rentável, e os consultores para assessorar, que para isso ganham um bom dinheiro.
A diversificação em vários produtos e/ou setores de atividade empresarial é algo fundamental para as finanças de qualquer futebolista já que a máxima de “não colocar todos os ovos na mesma cesta” no caso dos jogadores deve ser o primeiro, já que colocar todos os ovos na mesma cesta, é o seu caso são muitos ovos para meter.
Investir em produtos específicos para grandes fortunas (SICAVs, estruturados,etc.), investir em atividades de negócios (restaurantes, discotecas, etc.), investir em obras de arte e muitas mais coisas, é a forma de ter uma carteira diversificada e sem ter muito concentrado, o risco para a maioria deles.

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