Recomendações de saco 2015-2016

Com tanta incerteza nos mercados por motivos tão díspares, que não precisa de umas boas recomendações de bolsa para 2015-2016. Se você está invertido, como se estas fora de bolsa, eu entendo que você esteja feito um mar de dúvidas.

No início do ano e em diversas ocasiões, venho alertando para o excesso de risco que muitos poupadores ou investidores estavam apoiando em suas carteiras de investimento nos últimos meses.

A complacência dos mercados, a baixa volatilidade, a pressão das agências bancárias, arrastando a muitos poupadores conservadores a investir em fundos de investimento, pela primeira vez, etc., fizeram com que, seja por vontade própria ou influência de terceiros, tem muita gente se incomoda com a situação atual e as ferramentas ou veículos de investimento que tem o seu dinheiro.

A minha ideia não é mais do que transmitir a minha visão do mercado e recomendações de saco 2015-2016, para dar resposta de forma agregada e global, para as dúvidas que me fizeram chegar sobre o que fazer com o dinheiro nestes momentos confusos e as consultas sobre ações onde investir. Por se compartilhar meu ponto de vista, pode desfazer quaisquer dúvidas ou gerar alguma ideia de investimento.

Uma das primeiras conclusões que devemos aproveitar estes meses de volatilidade e o medo que está gerando muitas pessoas, que confiando em seu banco e consultores financeiros investidos em fundos mistos ou de bolsa, é que talvez pecaram por excesso de confiança.

Um índice de bolsa como o Ibex35 chegue a marcar umas subidas de 15% no ano e poucos meses depois passe a perder 10%, está dentro da normalidade. Outra coisa é você ter se acostumado com o bom e agora que se perverteram as coisas não gosto e não sei o que fazer.

Há um termo em investimentos para definir o limite de risco a assumir, que é o nível de insônia. Se seus investimentos te tiram o sono, talvez, deverá reduzi-las ou diretamente liquidarlas. Simples assim. Você assume o custo das perdas e ficar tranquilo. Pouco bem sucedido por outro lado, mas se você vai estar todos os dias sofrendo, o melhor é que você vá.

Não obstante pediria um pouco de sensatez e calma. Quando você coloca seu dinheiro em um veículo de investimento ou ativo de risco, você deve fazê-lo respeitando duas premissas. A primeira e básica, não precisar desse dinheiro a curto prazo. A segunda conhecer e aceitar que, em função do risco, deve de tolerar a permanência de seu investimento em carteira para um determinado período de tempo. Ou seja, respeita o horizonte temporal de investimento.

Nossas recomendações de saco 2015-2016, no início do ano, apontavam para a renda variável europeia e espanhola, como melhores ativos para investir. Advertindo do esgotamento de curso da renda fixa, e com a chegada de um cenário de taxas zero, o que deixaria sem alternativas para os poupadores conservadores.

Pois bem, essa abordagem continuou intacto e eu continuo mantendo a dia de hoje. Mas as sensações não são nunca iguais para que você tenha decidido investir, no início do ano, entrar em abril, com os mercados em máximos ou fazê-lo mais tarde ao longo do verão.

Haverá quem a inquietação, tenha passado o medo, e do medo ao pânico. Mas isso é porque só se centra a atenção no rigoroso curto prazo.

Eu sempre digo uma coisa, e é que, no mercado quando se inverte a médio e longo prazo, há que olhar com óculos para ver de longe. E deixar de lado as lentes que nos aumenta a realidade mais próxima. Porque isso só pode levá-lo a deixá-lo guiar pelas emoções. E, no final, para errar.

A evolução dos mercados é imprevisível. Sempre surgem coisas que podem te comprometer o planos a curto prazo. Mas se os motivos de fundo não se vêem alterados, não há por que temer, se você assume seu compromisso de manter o seu investimento durante o horizonte temporal adequado.

A dia de hoje cógete as principais empresas do Ibex35 ou do Eurostoxx50 e olha o dinheiro que ganham e as previsões de lucro que têm para os próximos anos. Veja as previsões de crescimento do PIB para Portugal e a zona euro. Olha o que valem essas ações e o que vale agora, após as quedas.

Por muito que se torne lento da economia nos países emergentes, ou que o FED decida subida das taxas de juro e a bolsa americana se venha para baixo, o mercado europeu está introduzindo o equívoco com as classificações. Com o qual, mais tarde ou mais cedo as colocará no preço que lhes corresponde.

As principais recomendações de bolsa para 2016 continuam ações europeias. Então se está dentro, a única coisa que posso te dizer é que você tenha paciência. Se estas fora, que o momento atual é uma oportunidade que raras vezes se apresenta. E que você pode ficar tranqüilo, se você colocar seu dinheiro em empresas sólidas que pagam dividendo porque têm benefícios recorrentes.

O que é o único que deve evitar? De acordo com minhas recomendações de bolsa para 2016, me manteria à margem daquelas empresas especialmente dependentes da demanda externa de países emergentes ou cuja conta de resultados é muito dependente das taxas de câmbio. Confira o que está acontecendo com Acerinox, Arcelor Mittal ou Repsol.

Não vai ser uma surpresa se, em 2016, o Brasil entra em uma forte recessão. O furo da bolha está ao virar da esquina. Afeta companhias espanholas, sim. Mas se a sua conta de resultados está suficientemente diversificada, a recuperação das economias desenvolvidas, nas quais também estão presentes, fará com que apenas o observam. Estou pensando, por exemplo, no Banco Santander, BBVA ou Telefone.

Estas são as minhas recomendações de saco 2015-2016. Se você não sabe que valores de escolher, eu coloco mais fácil. Compra um par de fundos de saco europeia ou, melhor ainda, investe com ETFs e reduzindo os custos ao mínimo. Estou convencido de que vai ser o mercado e o ativo mais rentável de cara no ano que vem.

No entanto, lembre-se que, independentemente de qualquer recomendação de bolsa que você possa ler, o dinheiro é seu. E você tem a última palavra sobre o que se faz com ele. Evita cair o viés de confirmação e não ouvir apenas o que você quer ouvir e que coincide com as suas perspectivas.

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