Os empréstimos para empresas em Portugal são iguais aos da zona euro

Os empréstimos para empresas de até um milhão de reaispara devolver entre um e cinco anos de idade estão em um de seus pontos mais baixos, com um interesse do 2,53 % em abril deste ano, de acordo com os últimos dados da área do real Real Area Statistics, apenas 0,21 pontos percentuais acima da média da área do real, o qual se situou em 2,32 % no mesmo mês. De fato, embora seja de perto, os empréstimos para empresas em Portugal, com 0,01 % mais baratos do que na Alemanha, cuja média em abril deste ano situou-se em 2,54 %.
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Como evoluiu o financiamento para empresas em nosso país
De acordo com os dados de Real Area Statistics, o custo dos empréstimos para empresas de até um milhão de reaispara devolver entre um e cinco anos leva a descer desde agosto de 2012, quando chegou a um de seus pontos mais altos na última década, posicionando-se ao 6,61 %, enquanto a média realpeia era de 4,15 %. Esse interesse só foi superado em outubro de 2008, quando os empréstimos para empresas tinham um custo médio de 6,83 % em Portugal (6,35 % em média na Área do Real), o seu nível mais alto desde que o Real Area Statistics recolhe esta informação (janeiro de 2003), quando os empréstimos para empresas em Portugal situavam-se ao 4,72 % de interesse.
Desde setembro de há cinco anos (2012) os juros de financiamento para empresas foram progressivamente diminuindo até situar-se nos níveis atuais. A tendência tem sido, geralmente, para a baixa, com pequenos repuntes não muito excessivos.
Por que foram baixando os juros dos empréstimos a pequenas e médias empresas
As razões por que os custos de financiamento para empresas variam de são várias, mas as principais, podemos falar da crise e a recuperação económica que teve nosso país nos últimos anos. Com a crise, os bancos aumentaram as exigências necessárias para poder aceder aos empréstimos e subiu os juros e o maior risco que deveria emprestar o capital necessário em um contexto econômico incerto.
Por sorte, com a recuperação econômica e uma situação mais estável, a torneira do financiamento voltou a abrir-se de novo. Além disso, as medidas de estímulo propostas pelo Banco Central Realpeu há pouco mais de um ano para estimular a concessão de financiamentos tanto para empresas como casas ajudou que aumente a oferta e, consequentemente, baixem os preços.
Além disso, a invasão das novas tecnologias nos processos financeiros, fintech, permitiu o aparecimento de novas formas de financiamento que não têm por que ser proveniente de instituições bancárias, como os empréstimos on-line para empresas que investem em apenas alguns minutos, sem vínculo e sem mal papeladas ou os já conhecidos empréstimos P2P, onde são investidores particulares os que nos prestam a uma parte do capital do empréstimo.

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