Onde investir em 2016 para rentabilizar a poupança

Toca a hora de decidir qual será a composição de ativos mais adequada para o próximo ano, e escolher onde investir em 2016, se transforma em uma autêntica dor de cabeça.

Não vai ser fácil tirar rendibilidades atractivas sem risco elevado. O tradicional prazo fixo, estará em baixa, ao mesmo tempo em que a Euribor e as taxas oficiais marcados pelo BCE tocam níveis historicamente baixos.

E Por isso que além de vencer a inflação, se o que re quer é obter rendimentos algo mais volumosos, passa, necessariamente, por assumir uma maior taxa de risco. Mas 2016 também será um ano onde pôr em valor a tributação da poupança, que marca a diferença entre os resultados de alguns poupadores e outros.

Nunca é fácil, mas saber onde investir em 2016, quando os focos de incerteza são tantos e os ativos com curso tão poucos, representa um valor acrescentado de seleção importante. Nós fizemos a nossa aposta, que quero compartilhar com você, para que você tenha pontos de vista diferentes e ideias, em que apoiá-lo, para decidir onde você pode investir em 2016.

Você não pode passar por alto o fato evidente de que não está obrigado a investir em nada se não quiser, não entende ou não ver claro. Muitas vezes o dinheiro nos queima estando parado na conta e nos agobiamos ao pensar que estamos perdendo dinheiro, ao deixar de ganhar potencialmente um dinheiro em investimentos ou contratações que se deixam passar, porque as dúvidas são muitas.

Não sofras por isso. Pensa antes de mais nada, quanto vale a sua tranquilidade. Pode ser que para algumas pessoas seja um ano de deixar as coisas ser até que cheguem novas oportunidades. O mal desta decisão, é que mais cedo ou mais tarde, você pode acabar tomando decisões futuras que não desejou por questões relacionadas com as emoções e o dinheiro. Mais uma vez, nós mesmos somos a maior ameaça para o nosso próprio patrimônio. Controla os impulsos.

Dito isto, vou começar pelo mais arriscado, para as alternativas mais conservadoras onde investir em 2016.

Há algumas semanas falamos sobre a oportunidade, a médio prazo, de investir em países emergentes, por sinal, que nos estavam a dar as baixas classificações e o efeito das divisas.

Por este motivo eu continuo pensando, que para uma carteira diversificada e em função do perfil do investidor, penso que se pode destinar entre 5-15% a investir em fundos de investimento de países emergentes, pensando especialmente no sudeste asiático. Algo que eu faço extensível à dívida de países emergentes. Um tipo de ativo que, além disso, tem sido muito rentável, em 2015, e que pode continuar a ser em 2016.

E farei duas menções de dois fundos de investimento que vão nesta linha. O primeiro deles é o Fidelity South East Asia Fund E o outro o Amundi Funds Equity Emerging Focus que é de renda variável global emergente. Olho, opções não faltam. Há um universo de fundos com diferenças significativas, mas é para dar um par de exemplos.

Se você investir neste setor, lembra que isso, quando se move, varia e muito. Tómatelo com um horizonte de três a cinco anos.

Outra das alternativas onde investir em 2016, é a renda variável sectorial relacionada com o lazer e o turismo. Se o ano passado nos fijábamos no setor de saúde e biotecnologia, que já este ano continuaram dando alegrias, mas segundo o seu curso, em 2016 eu penso que o turismo move muito dinheiro e será fonte de lucros.

Como encontrar fundos tão específicos como esse é complicado, aqui sim que deixo uma das poucas alternativas que aglutinam esta opção de investimento, o GVC Gaesco 300 Places Worldwide FI. Um fundo que tem funcionado muito bem em 2015, e que tem muito potencial para os próximos anos.

Dentro da renda variável de proximidade a opção onde investir em 2016, continua a ser a renda variável europeia. Onde pontualmente penso que pode ter um pouco mais de curso no Reino Unido, Itália e Espanha.

Investir antes ou depois das eleições não deve ser um problema. Em todo caso, uma oportunidade. Pois se a incerteza do governo gera cortes na bolsa espanhola, estará nos proporcionando um momento de entrada fantástico, pois os fundamentos que estão por trás. E por muito que digam as pesquisas, não parece que o que possa vir de novo, vá para significar o fim do mundo para a economia espanhola. Esse fantasma de freio à recuperação, cada vez diminui mais. E a sensatez também votação, embora às vezes não o pareça.

Dentro dos setores, a banca me segue gerando dúvidas. Parece que 2016 será o início de uma nova fase de concentração. E antes do que imaginamos, tudo terá mudado muito. As margens financeiros vão ser muito-anêmico, com taxas de juros tão baixos e muitas entidades vão passar mais.

As empresas ligadas ao consumo, ao lazer e ao turismo, podem ser os segmentos que mais se destacaram.

Mais seguro, mas concertos riscos, renda fixa privada. Onde se podem encontrar rentabilidades do 2,20% anual na dívida da Comunidade de Madrid, ou as obrigações de Audasa ainda em colocação, com um cupom de 3,75% e rentabilidade financeiro-fiscal de 4,85%.

Não se podem desprezar essas opções para uma parte da poupança, porque farão de fundação da carteira de investimento no caso de que as coisas vão mal. E eu duvido que você encontre prazos fixos, com mais de 1% TAE dentro de um ano. Então é uma forma de garantir, pelo menos, um interesse fixo.

Falamos de onde investir em 2016, mas talvez é um dos anos, onde cobre mais relevância da tributação. Aproveite para levar a lucros e compensar perdas destes anos atrás, para evitar pagar imposto sobre as mais-valias. Utiliza fundos de investimento para adiar o pagamento de impostos como veículo de investimento mais recomendado. E aproveita o plano de pensões ao máximo. Embora, certamente, haverá uma redução da escala de avaliação, aproveita-se a fornecer tudo o que você puder se os seus rendimentos se o permitem. É de onde de forma mais clara vai obter um benefício fiscal.

Por último, não me quero esquecer do apelo, que ganha de novo investir em habitação no contexto atual. Para aqueles que têm patrimônio suficiente não é descartável esta opção, mas não ajudar-nos a evitar os erros do passado, nem concentrar riscos em um ativo que não é tão líquido como outros. Lembre-se que além do que você já viu que pode diminuir de valor, e muito, é o único investimento que você começa com um custo afundado de 10% do produto dos impostos. Assim que imóveis si, mas ser seletivos e patrimônios solto.

E você, Onde vai investir em 2016? Você tem alguma dúvida ou pergunta?

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