Novas emissões de obrigações Aucalsa e Audasa maio 2016

No passado dia 21 de abril foram registrados na CMVM duas novas emissões de obrigações de Audasa maio 2016 e Aucalsa maio de 2016. Ambas as emissões de dívida já são um clássico no mercado de renda fixa português, que assim, desta vez, com juros mais baixos, de acordo com o contexto atual.

Mesmo assim, a rentabilidade que oferecem as emissões de dívida de Audasa e Aucalsa 2016, vale bem a pena dedicar-lhes um tempo para sua análise.

Além disso, as obrigações das concessionárias de auto-estradas, são bonificadas com vantagens fiscais, pelo que a sua rentabilidade financeiro-fiscal é ainda maior.

Estas emissões podem inscrever-se através das entidades colocadoras a partir de hoje, dia 25 de abril, até o dia 10 de maio. O nominal de cada obrigação é de 500€ e o pagamento pelo número de obrigações atribuídas será no dia 17 de maio. As entidades através das quais podem se inscrever são, Caixabank, Bankia, Banco Popular, Kutxabank, Abanca, Norbolsa, Auriga valores, Renta4, Economia Corporação, GVC Gaesco e Beka Finance. Vejamos mais informações para certificar-se de que te pode interessar este investimento.

Trata-Se de emissões de títulos de dívida de empresas concessionárias de auto-estradas. Audasa administra o trecho, de Braga a Tui e Aucalsa é a concessionária da auto-estrada astur-leonesa.

Ambas as emissões, são títulos de dívida sem notação de crédito. De acordo com a escala de avaliação de risco da CMVM, são de máximo risco. Por que não podem investir nelas os fundos de investimento de renda fixa por política de investimento, mas, paradoxalmente, se o podem fazer os investidores de varejo.

As emissões de obrigações de Audasa e Aucalsa, levam muitos anos de policiais em qualquer horário. Renovando-se sucessivamente à medida que se vão vencendo, com encaixes pelo mesmo principal.

Com o passar do tempo não são amortizado da dívida, mas também não têm ampliado nos últimos anos. De modo que, quando vence, se devolve o dinheiro para os investidores iniciais com o dinheiro que controla os novos investidores.

Depois de ter baixado as taxas de juros a mínimos históricos, o interesse que têm que pagar as concessionárias, por sua dívida é mais baixa do que em outros anos. Por isso que o compromisso de pagamento de juros, ano a ano, lhes levará a um menor esforço.

Desde a sua emissão até o vencimento, você pode vender suas obrigações no mercado secundário, que cotizará a dívida de Audasa e Aucalsa, em função de como estejam as taxas de juro, o contexto de mercado, o risco-país e, logicamente, a evolução do negócio e solvência das concessionárias. De modo que, como ocorre em qualquer emissão de dívida, a renda fixa é fixa se mantém até o seu vencimento. Onde o risco é a capacidade de retornar a dívida à data de vencimento. Se, como acontece nestes casos, é paga com o dinheiro de outros investidores, não contempla a maior desvantagem. O risco de ganho ou perda somente transcorre ao longo de vigência da emissão de obrigações. Onde o mercado dar-lhe um preço maior ou menor que o nominal de emissão.

Nunca aconteceu nada, mas isso não quer dizer que não possa acontecer nada no futuro. Em 2012, quando o prémio de risco espanhola atingiu patamares historicamente desproporcionadas, algumas emissões de concessionárias chegaram a cotizarse com um 16-15% abaixo da nominal.

A dia de hoje, como as taxas de juro têm vindo a descer, as emissões atuais no mercado secundário são avaliados acima de 100%. O que significa que se podem vender antes do vencimento, com ganhos.

A emissão de obrigações Ausdasa maio 2016 ISIN ES0211839222, é de dez anos. Vence o 17/05/2026. E paga uma taxa de juro de 3,15%, que é feita em 15 de dezembro de cada ano. A bonificação fiscal com o calculado para 19% de retenção, eleva a rentabilidade financeiro-fiscal até o 4,03%.

Por outro lado, a emissão de obrigações Aucalsa maio 2016 ISIN ES0311843017, tem uma duração de cinco anos e vence o 17/05/2021. Neste caso, a taxa de juro que paga é de 2,90% por ano, também de 15 de dezembro. Com a bonificação fiscal, ao apreender apenas 1,2% realmente e ser deduzidas em renda 19%, a rentabilidade financeiro-fiscal da emissão é de 3,71%.

Em ambos os casos, são rentabilidades muito atraentes, o que, naturalmente, vêm a retribuir o risco assumido.

O negócio das concessionárias de auto-estradas, depende em grande medida do tráfego diário. E apesar de que nos anos de crise havia caído bastante, já começou a se recuperar nos últimos anos, ao calor da conjuntura econômica. Por que a viabilidade do negócio que garante a dívida, até ao dia de hoje, a priori, goza de melhor saúde, atendendo a critérios de volume de faturamento.

Tanto a CMVM, como as entidades colocadoras, podem facilitar-lhe o prospecto completo e resumido, onde você pode consultar amplamente os números de negócio e outros detalhes das concessionárias.

Como sempre, a decisão de incorporar este tipo de activos ou não em carteira, depende da adequação ao perfil investidor, de acordo com objetivos financeiros e uma diversificação suficiente. Em nenhum caso, me parece conveniente que uma poupança tradicional acostumado de prazo fixo, tomasse as obrigações de Audasa maio 2016 ou Aucalsa, como um substituto dos depósitos, ou para concentrar uma grande quantidade de dinheiro em uma hipotética investimento em concessionárias.

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