Estamos na ante-sala de um novo crack da bolsa mundial?

Você tem dinheiro investido em ações? Como estão as suas poupanças em fundos de investimento em renda variável? Você acha que essas suportando mais risco do que deveria em sua carteira de investimentos?

Fique atento, porque poderíamos estar no alvorecer de um novo crack da bolsa em escala mundial. Os rumores começaram a se espalhar. E o medo de muitos pequenos investidores começa a tomar suas decisões de investimento.

Muitos gurus começam a fazer suas previsões, expondo as suas teorias. Alguns deles levam alguns meses, alertando de que o crash da bolsa está perto. Os argumentos são variados. Alguns dos baseiam em fundamentos razonados em dados e acontecimentos que se sucedem e outros fazem referência à numerologia.

A teoria de ciclos e previsão económica baseada no número Pi, aponta que cada 3141 dias ocorre uma crise financeira. E que esse momento chegará em outubro deste ano, tendo em conta os ciclos que se sucederam ao longo de mais de um século. Mas sejamos algo mais racionais há motivos para pensar que um crack da bolsa está perto?

A crise financeira, a China está despertando grandes temores. Acredita-Se que há grandes paralelismos com o crack de 29 de bolsa de valores de Nova York. E que isso poderia desencadear um terremoto financeiro de consequências imprevisíveis nos mercados.

Tudo isso, além disso, em um momento em que a economia americana contém o fôlego, diante da iminente retirada de estímulos do federal reserve, na sua economia e a próxima subida de taxas de juro.

Você pode tomártelo com certa ironia, mas baseando-nos na hipótese não comprovada ou reconhecida de que os bancos centrais normalmente são os responsáveis de crack da bolsa, não se saudades deles que a partir desse momento, a bolsa de US sofra reduções de até 50%. Eles se encarregam de inflar e desinflar os mercados à vontade. Não saberia dizer se suas políticas monetárias e económicas são bem sucedidas ou desacertadas, intencionalmente ou não. Mas, às vezes, dão-se curiosas coincidências.

Por outro lado, está o enorme nível de dívida dos governos. Não só é o teto da dívida dos EUA, é o nível de endividamento de muitas grandes economias que se situam em níveis acima dos 100% do PIB.

O setor privado foi reduzido em certa medida, a carga financeira que suportava, mas os governos têm aproveitado a capacidade de endividamento a que podiam chegar, mas não pensaram nem por um segundo como o reembolso ou se sequer é possível fazê-lo. Uma tira de dívida a nível mundial? Duvido que ocorra.

O excesso de liquidez em muitos mercados de economias desenvolvidas, como EUA, Japão ou Europa, onde as taxas de juros são quase zero e falta de alternativas de investimento, leva a que muitos cidadãos, como tu ou como eu invistam assumindo grandes riscos. E, às vezes, graças à facilidade de crédito no banco de dívida.

Todas essas políticas monetárias expansivas costumam terminar com uma forte ressaca em forma de crise financeira. Às vezes, dura 9 meses e 18, mas quase sempre acontece. É a forma natural que tem o mercado de corrigir os excessos.

Por que pode ocorrer agora um crack da bolsa?

Não em vão, a bolsa americana saiu da crise de 2008, há já cinco anos. O que levou a mais de cinco anos de aumentos nos mercados dos EUA. Já não tem curso, se verifica a supervalorização de muitas ações e setores.

Europa vai mais rezagada, isso é verdade. Mas também é verdade que tivemos problemas de outra índole, e que as reações de organismos e governos foram mais tardias. O que explica a diferença na recuperação e que não é desculpa suficiente para garantir que um potencial crash da bolsa não chegue a alcançar-nos.

É visto na excessiva complacência dos mercados. Que começou a se incomodar com alguma volatilidade, e que mais uma vez pegue a muitos investidores com baixos conhecimentos financeiros envolvidos até o pescoço em ações e renda variável. As vítimas mais fáceis de todas as crises. Lembre-se que os fundos de investimento estão recorde histórico de activos sob gestão. Não é por acaso.

Outro indicador de que estamos perto de um crack na bolsa de valores, são as manchetes de jornais e nas recomendações de casa de análise de ações.

Quase sempre as maiores quedas das bolsas, gestan em contextos em que os profissionais estavam recomendando estar investido em bolsa como principal opção e onde as manchetes dos jornais animam a comprar ações.

Seja como for, lembre-se que nada sobe indefinidamente. E que, ao fim e ao cabo os crash da bolsa não são mais um mecanismo natural de regulação dos preços nos mercados. Que, se ocorrem, é porque se tem gerado um ambiente de excessiva euforia, que permitiu a supervalorização de muitos ativos. Que sempre de maneira imprevista, arremessando-se uma queda abrupta dos preços.

É então que o medo de muitos investidores que, nesse momento, têm seu dinheiro em risco, geram um excesso de oferta no mercado, ao tentar livrar-se de suas posições rapidamente e a qualquer preço.

Se você é um investidor de caráter especulativo, você tem mais chances de ser vítima de fortes perdas em um crack da bolsa. Assim, avalie se é melhor ficar de fora ou ficar investido, até ver o que acontece. Os investidores de médio e longo prazo, pode manter melhor a calma, já que sabem que se trata de um ciclo e onde pode encontrar grandes oportunidades de compra. Já que, às vezes, o pânico faz com que os investidores e os mercados sobrereaccionen, facilitando o aparecimento de empresas em preços desvalorizados.

O medo, os nervos e o contágio generalizado do mercado que gera um crash do mercado acionário mundial, pode levar os preços a níveis de baixa imprevisíveis. Se você não está disposto a suportar algo assim, reduz as suas posições de renda variável ou fique fora quanto antes. Nunca se sabe quando pode chegar e quanto tempo vai durar.

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