Descubra se você está interessado em seguro de rendas vitalícias para as suas poupanças

Obter uma rentabilidade por economias cada dia está mais complicado. Estamos em tipos zero e quem sabe se dentro de alguns meses, os bancos deixassem de pagar os juros dos depósitos.

Imagine que você vai para o seu banco e eles dizem que você tem que pagar porque te guardem o seu dinheiro? O que tu faria?

Muita gente diz que fica com o dinheiro para casa. O que eu vejo uma grande bobagem. Por outro lado, estão os que têm dinheiro suficiente, voltam a pensar que investir em habitação é uma das melhores opções.

Também voltei a ouvir outra vez o que é momento de investir em ouro. De fato, tradicionalmente, sempre foi um valor refúgio. E pode ser que, tal como estão as coisas em mercados financeiros, seja uma opção de avaliar.

Mas eu vou propor outra ideia. Os seguros de rendas vitalícias. Há um pouco mais de um ano, já comentei esta alternativa diante do cenário de tipos de zero ou negativos que nos vinha em cima. Mas eu não disse nada de que ele podia vir em melhor de um produto assim, nem entrei em muitos detalhes o tema da fiscalidade. Gostaria de saber se as rendas vitalícias são para ti?

Goste-se ou não, mas vão mudando pouco a pouco as coisas, a poupança das famílias em Portugal é maioritariamente em depósitos e dinheiro.

A falta de cultura financeira pesa na hora de decidir o que fazemos com as economias, buscamos sempre a segurança, rentabilidades mais altas possíveis a curto prazo e de produtos não-complexos. Tudo muito racional, mas que em muitos momentos, e mais agora, tornam-se um impossível.

Outro erro comum na hora de decidir onde colocar o dinheiro, é que não costumamos pensar que nós queremos esse dinheiro. Algo que impede de escolher o produto mais adequado. Por isso sempre nos faz decantarnos pelo curto prazo. Uma decisão que ao longo dos anos lhe há de pagar mais impostos e ganhar menos dinheiro.

Em suma, o que eu quero dizer antes de mais nada, é que você não pode rejeitar as rendas vitalícias, simplesmente porque é algo que não conhece e não é de prazo fixo.

Se você tem um dinheiro que, em princípio, não se vai fazer falta ou um patrimônio financeiro elevado, não quer assumir riscos com fundos ou saco e acima de tudo deseja preservar seu dinheiro, pode ser que um seguro de rendas vitalícias te vá bem para uma parte de suas economias.

Antes de mais nada, direi a você uma renda vitalícia, é um contrato de seguro. Em que, com o pagamento de uma ou mais bônus você garante o pagamento de uma renda por toda a vida.

De todos modos, de todas as opções possíveis e dado que a cotação de rentabilidades desceu também bastante, vou concentrar-se no tipo e caso para o qual eu acho que umas rendas vitalícias podem ser mais atraentes.

Às vezes tornam-se obcecados com a rentabilidade dos investimentos e nos esquecer de algo tão básico como tentar pagar menos impostos. Que é onde nos deixamos mais dinheiro ao longo de nossa vida.

Um seguro de rendas vitalícias-a-dia de hoje, você pode contratar através de qualquer seguradora ou seu banco de toda a vida. As rentabilidades para uma renda vitalícia de prémio único, que variam de 1,10% 1,50% ao ano. E costuma ter uns mínimos de contratação que, segundo entidades vão entre 25.000€ ou 30.000€.

Dependendo das necessidades financeiras que preveas ter e o total de suas economias, decide uma percentagem de dinheiro que se destinar a uma renda vitalícia.

Com o seguro de rendas, de entrada, você garante uma taxa de juro mais elevado e, por outro lado, a cobrança de cerca de rendimentos periódicos, que podem servir para complementar os seus rendimentos.

Deste modo você evita o risco de reinvestimento. Porque, ao fim e ao cabo, quando você faz um prazo fixo a um ano, não sabe a que tipo de interesse, pode renová-lo. E com as rendas vitalícias você esquecer esse problema.

Além disso, esse tipo de juro será bonificada em função da idade do segurado. De modo que, para os maiores de 60 anos, 76% dos juros estão isentos e não se pratique retenção, para os maiores de 66 anos de idade está isento 80% e os maiores de 70 anos, têm isento de 92%. Com isso, a rentabilidade financeiro-fiscal, é ainda muito maior para esse tipo de juro de referência.

Mas o interessante das rendas vitalícias não acaba aqui. Com a Lei 26/2014, desde 1 de janeiro de 2015, estabelece que ficarão isentos os ganhos patrimoniais geradas na transmissão de ativos (imóveis, fundos, ações, etc.) que obtiverem os maiores de 65 anos e que o revertida para uma renda vitalícia.

De modo que, se você vende uma casa com ganho ou quer liquidar um fundo de investimento com mais-valias e entrar em uma renda vitalícia, você não terá que pagar nada a Fazenda por isso. O interessante verdade?

Além do já comentado, os seguros de rendas vitalícias tem outra importante vantagem. Imagine que está a contratar um seguro de rendimentos de prémio único, por mais de 50.000€. Você vai receber os seus rendimentos mensais, trimestrais, semestrais ou anuais, e um dia falleces. Seus herdeiros cobradas entre o 98-102% do prémio pago, ou seja, os 50.000€. Mas eles terão uma bonificação de 100%, com limite de 25.000€ na Catalunha e 9.195,49€ no resto do Estado. Acha que podem ser vários os herdeiros.

Também é possível fazer líquida da apólice de seguro de rendas vitalícias antes de seu vencimento. Mas se perderão todos os bônus dos juros cobrados e, além disso, o resgate seria a valor de mercado. Podendo receber menos dinheiro do que o realizado, em função da situação de taxas de juro, fundamentalmente.

Como se vê, há vida para além dos depósitos. E com as rendas vitalícias para além de garantir um interesse superior ao dos depósitos, evitando o risco de reinvestimento, você tem bônus sobre os juros cobrados melhorando a rentabilidade financeiro-fiscal, poderá isentar ganhos patrimoniais, se você fizer o seu seguro de rendimentos com dinheiro proveniente da transmissão de ativos, por motivo de força maior, pode recuperar o dinheiro e, além disso, você tem um tratamento favorável em sucessões. Interessados?

Eu as rendas vitalícias atualmente as vejo atraentes para maiores de 60 anos e, especialmente, para maiores de 70 anos. Servem de complemento à pensão durante a etapa da reforma e, além disso, têm um tratamento fiscal muito favorável.

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