Como investir se a rentabilidade de seu depósito continua baixa?

Muito tem chovido desde o final de 2012, quando a guerra de depósitos era ainda uma realidade. A reestruturação do setor financeiro espanhol mal havia começado e as taxas de juro de 4%, que ofereciam algumas entidades eram utilizados como reivindicação, por parte das entidades com problemas para ganhar recursos contra entidades mais sólidas.
No entanto, com a chegada de 2013, recém-lançado, o Banco de Portugal emitiu uma recomendação, limitando a remuneração máxima aos depósitos. Este seria o ponto de partida para uma forte tendência para a baixa da remuneração de depósitos que tem sido apoiada pelas contínuas reduções de taxas oficiais por parte do BCE.
Uma tendência que nos leva à situação atual em que, segundo os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal, a remuneração média oferecida pelos bancos brasileiros para os depósitos a um ano, apenas atinge a 0,80%.
Assim, os investidores que habitualmente costumavam recorrer aos depósitos como instrumento para rentabilizar o seu património, se vê na obrigação de buscar alternativas. Para procurar alternativas mais atraentes do ponto de vista da rentabilidade, devemos estar dispostos a assumir determinado risco no investimento e renunciar a garantia que supõe estar coberto pelo Fundo de Garantia de Depósitos os depósitos estão cobertos 100.000€ por titular).
Em troca, a rentabilidade se distanciará de 0,6% (rentabilidade que oferecem, hoje em dia, os depósitos), podendo optar para alcançar retornos de ambiente 4% a 6%.
Fundos de investimento: Dado que buscamos alternativas para os depósitos, escolheremos fundos que tenham baixas volatilidade (2% – 3%) e tentam descorrelacionarse das flutuações dos principais mercados. Em concreto, podemos encontrar este tipo de recursos em carteiras de fundos de renda fixa de curto prazo, alternativos ou mistos.
A vantagem dos fundos de investimento é que é uma opção acessível para todos os bolsos. Independentemente do património, nos permite ter a carteira diversificada, uma vez que temos liquidez diária e podemos recuperar o investimento no momento em que queremos ou precisamos.
Bônus: Há emissões de bônus, principalmente em outros países, que podem nos oferecer uma boa relação entre retorno e risco suportado. A vantagem que nos oferecem os bônus é que nos permitem ter rendimentos periódicos a cada vez que diversificamos a carteira.
Por outro lado, acreditamos, do mesmo modo que é importante assinalar que opções não nos parecem ser uma alternativa. Referimo-Nos às carteiras de ações com elevado dividendo. No afã de encontrar alternativas aos depósitos não vale tudo e essa opção ainda sim, se oferece como alternativa para os potenciais investidores, não deveria.
Por quê? Quando um investidor decide investir em um depósito, é porque quer ter assegurada a investimento, bem como a remuneração do investimento. No entanto, quando percebemos dividendos significa que temos uma carteira de ações e por muito defensivas que sejam as ações que integram a carteira, representam um risco significativo para o acionista.
Dito de outro modo, quando investimos em uma carteira de ações que temos escolhido por seu apelo dividendo, pode ocorrer que essa carteira de ações revalorice ou, pelo contrário, perder valor, mas, em nenhum caso, temos o capital segurado para determinado prazo. Por outro lado, as receitas esperadas na forma de dividendos, também não estão garantidas, já que pode haver uma mudança na política de distribuição de resultados, que estes sejam reduzidos…
A nosso ver, alterar o depósito a prazo fixo por uma carteira de ações não é uma troca razoável. Estamos aumentando os possíveis benefícios, mas também as possíveis perdas. Em suma, estamos aumentando de forma significativa o risco e isso é precisamente o que quer evitar um investidor que tem preferência para os depósitos.
Outra opção comum é a oferta de depósitos combinados, investimentos em que uma parte do capital passa a ser investidas em um depósito, mas a outra parte do capital para se investir em um fundo ou de uma cesta de ações/fundos. Geralmente nos não costumam gostar deste tipo de investimento combinadas porque costumam levar a equívoco.
A remuneração “garantida” por estar relacionada somente a uma parte do investimento é muito reduzida. No entanto, outra parte invertida em um fundo de investimento ou uma cesta de ações/fundos, a rentabilidade pode ser aumentada de forma significativa, mas também pode chegar a ser negativa, incorrendo em perdas.
Nossa recomendação é que se você quer investir em um fundo de investimento, a escolha não venha motivada pelos fundos que nos oferecem um combinado, mas depois de ter estudado os fundos que melhor se ajustam ao seu perfil de risco e após ter estudado aqueles que fazem e fizeram consistentemente melhor do que os de sua categoria nos últimos anos.
Infelizmente, quando formos à instituição financeira para gerir o vencimento do depósito vencido, tendem a predominar como alternativas as que, a nosso juízo, não devem ser (carteira de ações ou depósitos combinados). Isso ocorre porque, ainda hoje, há entidades que não oferecem arquitetura aberta aos seus clientes e seus comerciais, vêem-se na obrigação de oferecer produtos da própria entidade.
No entanto, você tem outras opções, existem várias formas de aconselhamento financeiro independente, sem estar “vendidos” ao interesse de uma instituição financeira.
Por exemplo, existem plataformas como Asesora.com em que você pode consultar suas dúvidas, você pode acessar um aconselhamento imparcial e gratuito, em que o consultor busca a melhor que melhor se ajuste aos seus interesses.
Existe um título, o de Consultor Financeiro Realpeu ou EFA, que acredita que os conselheiros tenham cursado alguns estudos especializados sobre a questão, e, além disso, assinaram um código de ética, onde em seu site podemos verificar se o nosso conselheiro está certificado.
E existem alternativas bancárias como podem ser bancos, sem o próprio produto como Santander, Empresas de Consultoria Independente como Profim ou empresas de gestão patrimonial independente, que trabalham para um desses bancos, sem campanhas, como por exemplo a nossa, Panoramia Invest.
A chave, se você é leigo no assunto e deve passar de depósitos a todo um leque de possibilidades que existem no mercado, é que se forme, entenda os riscos que assume e o faça, se possível, da mão de um bom consultor.
Sobre o autor:
Ana Rafels
Formada em Administração de Empresas, é uma pessoa empreendedora, que desde que começou a sua carreira profissional em 2003, trabalha com o objetivo de oferecer um aconselhamento financeiro, de qualidade e com foco no cliente. É consultora em Panoramia e professora do Instituto Superior de negócios e Finanças.

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