Como interpretar o invólucro de um produto

“A beleza está no interior”
É claro que, no final, os provérbios têm mais razão do que um Santo. E, especificamente, os produtos que compramos.
Em algumas situações chegamos a pensar que o continente, importa mesmo mais do que o conteúdo.
Não vos passado que, por querer impressionar alguém com um presente, vos deixastes levar por sua estética, mais do que por sua utilidade?
Eu o batizei como “a arte não se come”. E, para que saibais do nosso estado de que se trata tudo isso, não deixe de ler. Hoje eu contarei um truque de poupança bastante curioso para o qual, além de fixar o preço, nos fixaremos em seu projeto. Então, hoje, vamos as compras!
O poder de um invólucro
Ontem fiquei com uma antiga colega de faculdade, em casa, na hora do café. Assim, antes de ir, passei no super, comprar uns bolinhos (por isso que é feio ir com as mãos vazias).
Uma vez no super me plantei na seção de massas. E lá estavam minhas favoritas para a hora do café, e outras mais… “sofisticadas”, por assim dizer. Eu coloquei na situação:

Obviamente, diante de tais apresentações, está claro que “impressiona” mais à direita, certo? Essa caixinha metalizada tão cuca… Isso sim que é estilo! Assim que nada, eu tinha certeza. Peguei minha caixinha pagando de bom grado os 3.50 € mais do que se tivesse comprado a outra, e eu fui tão feliz de ver meu compilou.
Mais tarde, esses 3.50 € entendi que teriam servido para gastármelos em qualquer outra coisa. Porque tanto é ótima design que se lhes esqueceu de colocar o mesmo empenho em encher a caixa de biscoitos. Obviamente, vir, teriam que vir a menos do que a outra porque a caixa é mais pequena, mas… o Que timo!
Está claro e confesso que me empolguei bastante por sua embalagem. Mas vendo o visto, agora, eu lhe asseguro que nada tinha a invejar a caixa normal de toda a vida. E, a partir daí, não há produto que não analise antes de comprar. O projeto se paga. E se não, alguém poderia me explicar por que há garrafas de água que podem custar 50€, e ainda mais?
Mas isso é, juntamente com o preço âncora, e outras técnicas de marketing, uma forma de despertar em nosso interior desse “eu quero!” que tanto gostam as empresas.
A esta reacção do subconsciente diante de dois produtos similares, mas de formato tão diferente, é chamado de embalagens. Ou seja, um ramo do design que busca colocar-nos as coisas fáceis. Ou, mais bem, faz com que o produto tenha um magnetismo especial, como se de um halo de luz se tratasse, que atraia o nosso subconsciente para que compreendamos, sem mais, que esse produto é muito melhor do que seus semelhantes.
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Além disso, esta prática é possível graças a que as pessoas não temos apenas tempo de parar a ler atentamente o rótulo de um produto de pouca importância. É dizer, é lógico que diante de uma televisão, apesar de que nos tenha gostado mais do que qualquer outra, nos deteremos em olhar para outros aspectos. Mas…

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